
PRIMEIRA PÁGINA - FRONT PAGE (O FILME)
O filme mostra a rotina de uma redação de jornal ambientada na Chicago dos anos 20. A abertura, mostrando à diagramação de páginas de jornais com a utilização de tipos móveis, nos faz ter saudades do romântismo que rondava a profissão.
No decorrer do filme vemos o modo como se fazia uma reportagem, de uma forma empírica, usando apenas um telefone com linha direta para as redações dos jornais. E podemos ir além e perceber que aqueles profissionais respondiam pelas únicas fontes de informação das pessoas. Um dos pontos mais críticos do universo jornalístico, mostrado de uma forma divertida e inteligente.
Portanto, não resta dúvidas de que as coisas estão bem diferentes. Hoje não podemos imaginar uma reportagem daquela magnitude, e de grande interesse popular, sendo produzida sem ter um computador, uma máquina fotográfica digital ou celulares por perto.
Observando com mais atenção, percebemos que nem tudo mudou. A essência do fazer jornalismo é a mesma, as maiores e mais fortes ambições das empresas de comunicação continuam iguais.
Como por exemplo, quando o editor do jornalista Hildy (Jack Lemmon), Walter Burns (Walter Matthau) pressiona-o a driblar a proibição e fotografar (com uma espécie de versão pré-histórica da máquina digital) a execução. Ele diz, “Todos os jornais darão a notícia, Nós teremos a imagem”. Depois, os dois escondem o condenado, que havia desaparecido, afim de serem os únicos a ter informação e a fonte exclusiva.
O furo jornalístico, a competitividade, o sensacionalismo, a estrutura de trabalho (com metas, horários, funções, números de caracteres da matéria), a influência da lógica comercial, e etc. Elementos presentes até hoje que garantem a existência e a posição dos veículos de comunicação.
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